História do teatro

junho 3, 2007

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Ilustração de Konstantin Somov para “O Teatro” de Alexander Blok (1909).

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Grécia Antiga

A consolidação do teatro, enquanto espetáculo, na Grécia antiga, deu-se em função das manifestações em homenagem ao deus do vinho, Dionísio. A cada nova safra de uva, era realizada uma festa em agradecimento ao deus, através de procissões.

Com o passar do tempo, essas procissões, que eram conhecidas como “Ditirambos”, foram ficando cada vez mais elaboradas, e surgiram os “diretores de Coro”, os organizadores de procissões.

Nas procissões os participantes cantavam, dançavam e apresentavam diversas cenas das peripécias de Dionísio e, em procissão urbanas, se reuniam aproximadamente 20 mil pessoas, enquanto que em procissões de localidades rurais (procissões campestres), as festas eram menores.

O primeiro diretor de Coro foi Téspis, que foi convidado pelo tirano Préstato para dirigir a procissão de Atenas. Téspis desenvolveu o uso de máscaras para representar pois, em razão do grande número de participantes, era impossível todos escutarem os relatos, porém podiam visualisar o sentimento da cena pelas máscaras.

O “Coro” era composto pelos narradores da história, que através de representação, canções e danças, relatavam as histórias do personagem. Ele era o intermediário entre o ator e a platéia, e trazia os pensamentos e sentimentos à tona, além de trazer também a conclusão da peça. Também podia haver o “Corifeu”, que era um representante do coro que se comunicava com a platéia.

Em uma dessas procissões, Téspis inovou ao subir em um “tablado” (Thymele – altar), para responder ao coro, e assim, tornou-se o primeiro respondedor de coro (hypócrites). Em razão disso, surgiram os diálogos e Térpis tornou-se o primeiro ator grego.

A Comédia na Grécia Antiga sustentava-se principalmente na sátira política. Aristófanes é o único autor de que nos chegaram obras completas. Existe ainda uma comédia praticamente completa (com lacunas mínimas) de Menandro.

Destaques

OS TRAGEDIOGRAFOS: Muitas das tragédias escritas se perderam e na atualidade são 03 (três) os Tragediográfos conhecidos e considerados importantes: Ésquilo, Sófocles e Eurípedes.

Ésquilo (525 a 456 aC aproximadamente) – Principal Texto: Prometeu Acorrentado. Tema Principal que tratava: Contava fatos sobre os Deuses e os Mitos.

Sófocles (496 a 406 a.C aproximadamente) – Principal Texto: Édipo Rei. Tema Principal que tratava: das grandes figuras Reais.

Eurípides (484 a 406 a.C aproximadamente) – Principal Texto: As Troianas – Tema Principal que tratava: dos renegados, dos vencidos (Pai do Drama Ocidental)

Aristófanes e a Comédia: Dramaturgo grego (445 a.C.?-386 a.C?). É considerado o maior representante da comédia antiga.

Tragédia grega

Muito se discute a origem do teatro grego e, conseqüentemente, das tragédias. Aristóteles, em sua Poética, apresenta três versões para o surgimento da tragédia. A primeira versão argumenta que a tragédia, e o teatro, nasceram das celebrações e ritos a Dionísio, o deus campestre do vinho. Em tais festividades, as pessoas bebiam vinho até ficarem embriagadas, o que lhes permitia entrar em contato com o deus homenageado. Homens fantasiados de bodes (em grego, tragos) encenavam o mito de Dionísio e da dádiva dada por ele à humanidade: o vinho. Esta é a concepção mais aceita atualmente, pois explica o significado de tragédia com o bode, presente nas celebrações dionisíacas.

A segunda versão relaciona o teatro com os Mistérios de Eleusis, uma encenação anual do ciclo da vida, isto é, do nascimento, crescimento e morte. A semente era o ponto principal dos mistérios, pois a morte da semente representava o nascimento da árvore, que por sua vez traria novas sementes. A dramatização dos mistérios permitiria o desenvolvimento do teatro grego e da tragédia.

A terceira concepção para o nascimento da tragédia, e a aceita por Aristóteles, é de que o teatro nasceu como homenagem ao herói dório Adrausto, que permitiu o domínio dos Dórios sobre os demais povos indo-europeus que habitavam a península. O teatro seria a dramatização pública da saga de Adrausto e seu triste fim.

A análise das obras dos principais autores trágicos, Ésquilo, Sófocles e Eurípedes, como empreendida por Albin Lesky (A tragédia grega) e Junito Brandão (Teatro Grego: origem e evolução), nos conduz a um denominador comum da tragédia: o métron de cada um. Parte da concepção grega do equilíbrio, harmonia e simetria e defende que cada pessoa tem um métron, uma medida ideal. Quando alguém ultrapassava seu métron, seja acima ou abaixo dele, estaria tentando se equiparar aos deuses e receberia por parte deles a “cegueira da razão”. Uma vez cego, esse alguém acabaria por vencer sua medida inúmeras vezes até que caisse em si, prestes a conhecer um destino do qual não pudesse escapar.

A tragédia seria assim uma popularização do “mito de Procrusto”. Este convidava os viajantes a se hospedarem em sua casa, mas tinha uma cama muito grande e outra cama minúscula. Durante a noite, Procrusto procurava adequar o viajante à cama escolhida, serrando os pés dos que optavam pela cama pequena ou esticando os que escolhessem a cama grande. O objetivo de Procrusto era colocar cada um na sua medida, ou melhor, no seu métron.

Como ensinou Aristóteles, a tragédia não era vista com pessimismo pelos gregos e sim como educativa. Tinha a função de ensinar as pessoas a buscar a sua medida ideal, não pendendo para nehum dos extremos de sua própria personalidade. Para o filósofo de Estagira, entretanto, a função principal da tragédia era a catarse, descrita por ele como o processo de reconhecer a si mesmo como num espelho e ao mesmo tempo se afastar do reflexo, como que “observando a sua vida” de fora. Tal processo permitiria que as pessoas lidassem com problemas não resolvidos e refletissem no seu dia-a-dia, exteriorizando suas emoções e internalizando pensamentos racionais. A reflexão oriunda da caterse permitiria o crescimento do indivíduo que conhecia seu os limites de seu métron. A catarse ocorreria quando o herói passasse da felicidade para a infelicidade por “errar o alvo”, saindo da sua medida ideal.

A questão da “medida de cada um” é recorrente na obra dos trágicos, mas trabalhada de forma diferente de acordo com a concepção de destino. O objetivo de Ésquilo era homenagear Zeus como principal deidade, prevendo o destino de cada um. Quando alguém tentava fugir de seu destino, por sair de seu métron, acabava cumprindo o destino escrito por Zeus. Basta ler a Oréstia para perceber a visão de destino e o papel de Zeus.

Sófocles, por sua vez, escreveu verdadeiras odes à democracia, pregando abertamente que somente ela poderia aproximar os homens dos deuses. Aquele que não respeitava a democracia (representada pelo coro), procurava se auto-governar e fugir de seu destino terrível, teria como resultado final aquele mesmo destino que destemidamente lutava contra. Para ele, o homem só encontraria sua medida na vida pública, atuando na pólis, por intermédio da democracia ateniense. Isso fica muito claro em Antígone (na oposição entre lei humana e lei divina, mostrando que a lei humana emanada pela democracia, ou coro se aproximava da lei dos deuses) e em Electra.

Em compensação, Eurípedes dizia que o coração feminino era um abismo que podia ser preenchido com o poder do amor ou o poder do ódio. É visto por muitos como o primeiro psicólogo, pois se dedicava ao estudo das emoções na alma humana, principalmente nas mulheres. Aristóteles o chamou de o “maior dos trágicos”, porque suas obras conduziam a uma reflexão – catarse – que os demais trágicos não conseguiam. Numa sociedade patriarcal e machista, Eurípedes enfatizava a mulher e como ela poderia fazer grandes coisas quando apaixonada ou tomada de ódio. Defendia que o amor e o ódio eram os responsáveis pelo afastamento da medida de cada um. Podemos destacar Medéia e Ifigênia em Áulis como duas peças de Eurípedes nas quais os sentimentos e emoções são levados à flor da pele.

Cenários no século XIX

O interior do Comédie-Française em Paris, (França), onde se pode ver o palco, os camarotes, galerias e fosso da orquestra, a partir de uma aguarela do século XVIII.

O interior do Comédie-Française em Paris, (França), onde se pode ver o palco, os camarotes, galerias e fosso da orquestra, a partir de uma aguarela do século XVIII.

No século XIX havia uma preocupação obsessiva com a autenticidade de cenários. Até mesmo cavalos vivos subiam ao palco. O desenvolvimento tecnológico modificou todo o aparato técnico que cercava o espetáculo: luzes, cenários, som e efeitos especiais diversos.

O cenógrafo suíço Adolphe Appia entendia os recursos cênicos como meios para colocar o ator no foco das atenções e propôs a iluminação como principal criadora de ambiência, num cenário vazio e abstrato. Os cenários tornaram-se cada vez mais detalhados e toda tentativa de abstração ou simbolismo foi condenada, como expressão de formalismo burguês e vazio, algo bem comum na época.

Veja também

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Ventriloquia

maio 26, 2007

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Nota: Se procura o vilão de Batman, consulte Ventríloquo (DC Comics).

Mallory Lewis com seu boneco, filha de Shari Lewis

Mallory Lewis com seu boneco, filha de Shari Lewis

A ventriloquia é a arte de projectar a voz, sem que se abra a boca ou mova-se os lábios, de maneira que o som pareça vir doutra fonte diferente do falante.

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Origens

Os gregos chamavam esta arte de gastromancia, e estava associada às práticas divinatórias da necromancia, sendo usada para parece que o espírito do morto estava presente para dar informações de além-túmulo. Durante a Idade Média a prática era associada à feitiçaria.

A partir do século XVI as doutrinas espiritualistas foram se apartando das mágicas e das fugas maravilhosas, que foram se tornando artes voltadas aos espetáculos teatrais e circenses, sem conotações místicas.

Arte cênica

O ventríloquo usa do artifício de falar, ao mesmo tempo que manipula um boneco, por exemplo, o artista dissimula o timbre natural da própria voz e entabula um verdadeiro diálogo com a peça inanimada, o que contribui para reforçar a ilusão.

Grandes ventríloquos

Nos Estados Unidos um grande ventríloquo, que atuou no filme da Disney Fun and Fancy Free (Como é bom se divertir, no Brasil), foi Edgar Bergen, com seus fantochesCharlie McCarthy” e “Mortimer Snerd

Shari Lewis, ventríloquo norte-americano e apresentador de programa infantil da TV, muito popular durante os anos sessenta com seus fantoches e espetáculo de ventriloquia.

No Brasil tem-se Batista Júnior, que atuou na primeira metade do século XX. Alguns programas televisivos chegaram a apresentar bonecos “falantes”, como o humorístico A Praça é Nossa.

Também Augusto Oliveira, conhecido por “Augusto Bonequeiro[1], ganhou fama internacional, apesar de relativamente pouco conhecido no país.

Ligações externas

Fontes e referência

  1. http://www.terra.es/personal/titella/cantitella/sp/ventriloquia.htm ((es)), pesquisado em 11 de abril de 2007, às 8:31
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Fantoche

maio 24, 2007

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teatrinho de fantoches

teatrinho de fantoches

Fantoche é uma espécie de boneco animado por uma pessoa, diferindo da marioneta pela forma de manipulação — o fantoche é manipulado internamente, ao passo que a marioneta é, via de regra, suspensa por fios invisíveis.

Possui uma face com grande expressividade, sendo os braços e mãos movimentados pelos dedos.

Na cultura popular nordestina do Brasil há um tipo particular de fantoche, o mamulengo.

Os termos fantoche, títere e bonifrate são frequentemente usados pejorativamente para designar pessoas sem vontade própria que são manipuladas por outrem.

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fantoches famosos

A série de televisão infantil estado-unidense Sesame Street (Brasil: Vila Sésamo; Portugal: Rua Sésamo) trazia muitos bonecos fantoches. A personagem central, ali, que ganhou inclusive espaço na calçada da fama, foi o Kermit the Frog (Brasil: Sapo Caco; Portugal: Sapo Cocas).

Um fantoche feito com meia (sock-puppet)

Um fantoche feito com meia (sock-puppet)

O recurso é muito utilizado em shows e programas infantis. Entretanto, na televisão brasileira, o mais famoso fantoche da atualidade está no programa de Ana Maria Braga, atendendo com o nome de Louro José – um papagaio feito de espuma, que contracena com a apresentadora em todos os seus programas matutinos da Rede Globo. Este boneco é parodiado pelo palhaço Tiririca, como Galo José, no humorístico Show do Tom da concorrente Rede Record.

Uma forma não muito comum e já em desuso é a do boneco de ventríloquo, que é sempre um fantoche.

Conceito wikipédico

Ver artigo principal: Wikipedia:Sock puppet.

Sendo uma enciclopédia livre, a wikipédia possui toda uma nova terminologia: os sock-puppets (literalmente ,fantoche de meia) designa o usuário que registra um novo nome para assim participar das discussões e votações – um problema que foi administrativamente resolvido nos casos mais graves, com a checagem administrativa do IP original.

 Ver também

Ligações Externas

Retirado de “http://pt.wikipedia.org/wiki/Fantoche


Mamulengo

maio 23, 2007

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Mamulengo é um tipo de fantoche típico do nordeste brasileiro. A origem do nome é controversa, mas acredita-se que ela se originou de mão mulenga – mão mole, ideal para dar movimentos vivos ao fantoche.

O Mamulengo faz parte da cultura popular nordestina, sendo praticada desde a época colonial. Retrada situações cotidianas do povo que a pratica, geralmente situações cômicas e sátiras.

Atualmente, o único museu dedicado a preservar a arte do mamulengo é o Espaço Tiridá – Museu do Mamulengo, localizado em Olinda, Pernambuco. O museu tem um acervo de mais de 1.200 mamulengos, e realiza diariamente peças teatrais em seu teatro de 100 lugares.

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[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

Retirado de “http://pt.wikipedia.org/wiki/Mamulengo

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